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Setor elétrico utiliza informações para se prevenir dos raios PDF Imprimir E-mail
Por Redação   
22 de agosto de 2008

Segundo o INPE, são 50 milhões de descargas elétricas naturais por ano no país.

São Paulo está entre as dez cidades com maior incidência de raios na região sudeste, segundo estudo realizado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. A média de raios/km2/ano na capital paulista é de 7,7, porém, em algumas regiões, como São José dos Campos, por exemplo, esse número chega a 17 raios/km2/ano – equivalente ao índice máximo já registrado no estado da Flórida (EUA), considerado a 'Capital Mundial dos Raios'.

O resultado disso traduz-se em prejuízos anuais para o Brasil, concentrados principalmente no setor elétrico. Para proteger suas empresas das descargas atmosféricas, o Grupo Energias do Brasil deu início a um projeto de cooperação com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, INPE, com a participação da empresa Edinfor/Lógica CMG, objetivando utilizar informações provenientes da Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas para desenvolver novas metodologias, visando minimizar o impacto das descargas atmosféricas sobre sua rede de distribuição.

Uma das metodologias desenvolvidas é o SIT-Raios. Trata-se de um aplicativo desenvolvido em um ambiente georeferenciado que utiliza informações de desligamentos provenientes do sistema de controle SCADA, o qual controla e executa a automação das estações do sistema elétrico e informações de descargas da Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas, armazenando-as em um banco Oracle. A ferramenta integra as informações em uma plataforma denominada “Smallworld”, que possui informações de todos os ativos do sistema de distribuição.

O SIT-Raios calcula para cada descarga uma área de influência ao seu redor, na qual a tensão induzida seja significante para provocar um desligamento. Com isso, a empresa pode planejar o deslocamento de equipes de emergência e realizar estudos específicos para avaliação do desempenho da rede frente a fenômenos aleatórios de difícil controle.


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