Meta Análise - Inteligência de Mercado

Inteligência em Suprimentos: estratégia da Vale PDF Imprimir E-mail
Por Luciana Robles   
04 de novembro de 2009

ImageA crise econômica, que alterou a relação entre a empresa e seus fornecedores, foi um dos fatores que culminou na consolidação da área como estratégica na mineradora.

Antigamente, a área de Inteligência de Mercado de Suprimentos da Vale sofria dos mesmos problemas de muitas empresas: sua atuação se pautava em gerar relatórios, desenvolver ferramentas e 'apagar incêndios', tendo o setor a constante necessidade de justificar a sua importância para os tomadores de decisão.

Agora, a área é vista estrategicamente e como geradora de conhecimento. Mas para essa mudança se concretizar o setor precisou de um ciclo constante de atuação provocativa. “Pensávamos: se conseguirmos desconto em algum componente, isso vai sensibilizar alguma diretoria?”, explicou Flavia Soluri, Global Strategy Sourcing Planning Manager da Vale, durante o Scip Latin America Competitive Summit, evento realizado pela Scip e pelo IBC em São Paulo.

“A área de suprimentos tem Inteligência de Mercado no Canadá, na Europa, Brasil e China. Nosso desafio era consolidar todas as informações e transformar dados perdidos em relatórios em ações efetivas”, disse Flavia. Para isso, algumas das ações da área foi centralizar as informações, conhecer os fatores críticos dos negócios, reuniões para discutir riscos e oportunidades, um portal com informações estratégicas e mensuração de resultados, entre outras iniciativas.

Flávia também contou que, hoje, várias perguntas norteiam a atuação da área de suprimentos da Vale, como: 'Em quais categorias de compras devemos focar nossas atenções?' 'Quais têm sido os movimentos de mercado mais relevantes nestas indústrias?' 'Quais são os fornecedores mais bem posicionados por categoria para atender a Vale?' 'Qual o incremento real de preços que a Vale tem observado em suas compras?'.

“Para ter o valor da área percebido, também fizemos a medição de resultados das projeções que realizávamos, mostrando que a nossa previsão se confirmava”, explicou Flavia. Além disso, com a crise a área de IM de suprimentos também precisou se posicionar como estratégica em função no novo contexto de negócio: a gestão de contratos por um longo período. “Com a crise a nossa relação com os fornecedores mudou, porque se eles quebrassem, como atuaríamos? Isso também ajudou a área a se consolidar”, finaliza a executiva.

 
 


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