Vendas do segmento movimentaram R$ 5,1 bilhões no período.
A venda de medicamentos genéricos cresceram 21,7% em volume no primeiro semestre de 2012, comparando com o mesmo período de 2011. Foram comercializados no período 321 milhões de unidades contra 264 milhões nos seis primeiros meses do ano anterior.
O faturamento das indústrias fabricantes somaram R$ 5,1 bilhões nos seis primeiros meses do ano, contra R$ 3,8 bilhões no mesmo período do ano passado, apresentando um salto de 33,1%.
Os genéricos desfrutam hoje de um peso importante no conjunto da indústria farmacêutica brasileira, que registrou crescimento de 11,4% em unidades. Ao excluir a participação dos genéricos nas vendas totais da indústria farmacêutica brasileira, o crescimento cai para 8,3%.
Para a presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), Telma Salles, o bom desempenho do setor ainda é reflexo do bom momento econômico vivido pelo país ao longo de todo ano passado. “O aumento da renda da população e outros indicadores socioeconômicos importantes, como o do pleno emprego, permitem que o cidadão consiga comprar os medicamentos que necessita”, afirma.
A executiva afirma que os genéricos funcionam como porta de entrada para o mercado farmacêutico. “Quem antes não podia comprar medicamento, começa pelos genéricos”, diz. Para ela, os genéricos vêm cumprindo o papel social de ampliar o acesso. “Em dois anos comercializados em versões genéricas, algumas substâncias chegam a triplicar o volume de vendas”, explica.
Estudos da ProGenéricos, com base nos dados do IMS Health relativos às vendas acumuladas entre maio de 2011 e maio de 2012, demonstram que apesar de expressiva participação de mercado nas Regiões Sul e Sudeste, os genéricos ainda não beneficiam amplamente as populações das Regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte do país. “A participação desses estados nas vendas do segmento é bem inferior à média nacional, o que demonstra que os consumidores ainda não se beneficiam dos principais atributos dos genéricos que são preço e qualidade”, ressalta Telma.





