O produto dinamiza o filtro de informações das empresa; a meta da Imagem é alcançar 20 clientes até o fim de 2014, o que aumentará 10% em sua receita total.
A Imagem, empresa de geotecnologia (informações geográficas), acaba de lançar um produto, nomeado Location Analytics, que une a inteligência de mapas às soluções de Business Intelligence. “Você consegue levar para dentro das ferramentas de BI uma camada de mapas, e melhorar as análises e tomadas de decisão”, explica o diretor da Imagem para os mercados de negócios e telecomunicações, Paulo Simão.
A solução é ideal para utilização em departamentos de inteligência de negócios, marketing, vendas e operações das empresas, já que se caracteriza por identificar, de forma rápida e precisa, dados referentes a localização dos clientes, lojas próprias, lojas de concorrentes e rede de atendimento, relacionando estas informações com as demais informações transacionais e de comportamento disponíveis nos bancos de dados corporativos. “O cliente está vendo o mapa dentro do BI”, explica Simão.
A solução é compatível com os sistemas de BI e CRM dos fabricantes SAP, IBM Cognos, MicroStrategy, SAS, Microsoft Excel e Salesforce. “O cliente é, por exemplo, usuário Esri e usuário do BI da IBM, ele vai integrar e levar toda a informação geográfica para dentro do BI”, afirma Simão.
A Imagem é representante exclusiva, no Brasil, da Esri, empresa norte-americana de Sistemas de Informações Geográficas (GIS) que desenvolveu a solução.
Para exemplificar a utilização da Location Analytics, Simão comenta sobre uma empresa de telecomunicação: “quando eles fazem a análise de churn (processo de desligamento de cliente), sem considerar a variável geográfica, eles sabem, por exemplo, que em cada cidade eles têm mil clientes a menos por mês, só que eles não sabem se isso está concentrado em um bairro, em um quarteirão”, explica, acrescentando que essa informação que falta é muito importante, pois tem reflexo direto na campanha de marketing de reversão do churn. “O diferencial da solução é essa união do mapa com o BI”, reforça Simão.
Público atingido
“Nossa expectativa é ampliar a capacidade de análise e respostas avançadas de nossos clientes, considerando a geografia. Queremos ao menos 20 clientes até o final de 2014”, afirma Simão, uma vez que 75% dos dados de negócios contêm um componente geográfico. “Esse índice prova o quanto a informação geográfica é fundamental para auxiliar no planejamento, análise e tomada de decisão”, complementa.
Segundo ele, o foco desse novo produto é atingir especificamente três mercados: telecomunicação e negócios, em que entram seguros, bancos e varejo; o governo; e as empresas de energia elétrica, desde geração até distribuição em massa.
Nesse último, ele comenta que a distribuição em massa de energia elétrica para os clientes será a principal parte favorecida. “Como eles têm muitos clientes e muita informação para gerir sobre perfil de cliente - quem pagou e quem não pagou, perfil de consumo - eles usam ferramentas de BI, e a maioria das empresas de energia elétrica são usuárias Esri, são clientes da Imagem, então estamos integrando, através dessa ferramenta, esses dois usos”, detalha.
Propostas
O produto está sendo lançado oficialmente, mas Simão alerta que já há oportunidades. “Já temos projetos, em especial no segmento de energia e telecomunicação”, revela, contando que as propostas ainda estão no começo.
O preço da solução depende da quantidade e sofisticação dos módulos instalados. “Dependendo do nível de interação que o cliente quer, a gente vai aplicando funcionalidades, e quanto mais funcionalidades são habilitadas, são mais horas de configuração, o que reflete no custo”, explica.
Em um projeto mais simples, o preço mínimo varia entre R$ 80 mil e R$ 100 mil. No caso de uma integração mais sofisticada, o custo inicial é de R$ 500 mil. “Não é um custo tão expressivo quando a gente fala de tecnologia, de TI”, comenta Simão. Ele justifica alegando o ROI. “Frente ao investimento realizado, o retorno é muito grande”, assegura, justificando que por esse motivo já existem oportunidades para 2014.
Sobre o tempo estimado para o retorno do investimento, Simão explica depender da aplicação de negócio do cliente. Para o mercado de telecomunicação, a estimativa da Imagem é melhorar em torno de 10% a 15% o processo de análise dos clientes que estão deixando o serviço.
Simão comenta ainda que todo o planejamento da empresa é realizado de forma segmentada, e “a nova solução apoia algumas dessas verticais, com ferramentas completas”. As metas de vendas da Imagem em 2012 são de R$ 80 milhões. Em 2014, o número ainda não está fechado, mas Simão afirma: “acho que vamos ter em torno de 10% sobre esse faturamento, em virtude da oferta desse novo produto”.








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