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Empresariado brasileiro é o 4º mais otimista do mundo PDF Imprimir E-mail
Por Rodrigo Conceição Santos   
05 de janeiro de 2009

Image Pesquisa realizada por instituto especializado atesta o otimismo dito por executivos ao Meta Análise e mostram que, no mesmo momento em que as empresas da maioria dos outros países estão pessimistas, o mercado corporativo brasileiro está entre os mais animados, mesmo com a crise.

 

Uma pesquisa da Grant Thornton International, realizada com 7 mil empresas em 36 países, confirma o que a nossa redação vem apurando durante os últimos meses de 2008: as empresas brasileiras estão otimistas, mesmo com a chegada da crise. O levantamento mostra que o otimismo das empresas privadas de capital fechado de todo o mundo caiu 56% para o ano de 2009, chegando ao índice de – 16%. Entre as empresas brasileiras, no entanto, o índice de otimismo bateu os 50% e os motivos são variados, como atestam os especialistas.

Daniel Citron presidente da Tishman Speyer, incorporadora de edifícios de alto padrão para o mercado corporativo, declarou, em palestra realizada no CityScape Latin America 2008, que “enquanto o mundo cai de um precipício, o Brasil pode, no máximo, cair de um banquinho”. Otimismo? Sim, esta é a única palavra na visão do especialista.

E se otimismo vem de cima é preciso lembrar que até mesmo o presidente Lula fez analogia parecida com a de Citron, declarando que “enquanto o mundo enfrenta uma Tsunami o Brasil atravessa uma marolinha”. Depoimentos como esses unidos a diversos outros fatores levaram os brasileiros ao repetido otimismo. Esta é a visão de Mauro Terepins, presidente da Terco Grant Thornton: "o crescimento econômico registrado no país nos últimos anos, a estabilidade monetária e um sistema bancário organizado e sólido, são alguns desses fatores", afirma.

A Dynapac, fabricante de rolos compactadores utilizados em obras rodoviárias, compõe outra vertente do otimismo corporativo. A empresa, que cresceu 30% em 2008 – chegando à produção de 640 máquinas ao ano – e acredita em bom desempenho também para este ano. “Mesmo que diminuamos a nossa produção em até 20%, que é o máximo previsto, continuaremos com um bom volume de vendas comparado com anos anteriores, como 2004”, diz Paulo de Almeida Barros, presidente da Dynapac do Brasil. Ele complementa que em 2008 a empresa produziu o dobro de 2004.

Eletroeletrônicos
Apesar de estar prevendo quase a metade do crescimento registrado em 2008, a Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica (Abinee) também acredita no bom desempenho do setor. Ante os 13% de crescimento registrado no ano passado, para o ano da inovação a perspectiva é de 7%. “É preciso lembrar que estamos prevendo crescimento, menor, mas que não se compara a uma retração”, disse Humberto Barbato, presidente da Abinee.

A solidez da atuação nacional e os bons resultados das bases brasileiras das empresas em 2008, em comparação com as filiais internacionais, também estão contagiando os ânimos do mercado para este ano. A Avaya é um exemplo. A empresa registrou crescimento de 45% no ano passado e pretende continuar crescendo na casa dos dois dígitos neste ano. “O Brasil foi o mercado que mais cresceu para a Avaya em suas operações em todo o mundo durante 2008”, diz Cleber Pereira, presidente da empresa.

Os primeiros serão os últimos?
Enquanto o Brasil, na sua qualificação de emergente, está colecionando otimismo, nos países ricos a situação não é tão boa. Os norte-americanos estão com -34% no índice de otimismo medido pela Grant Thornton International. Já os japoneses registram o pior resultado, com - 85%.


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