Red Hat lança plataforma para aplicativos móveis

Red Hat Mobile Application Platform integra workloads de aplicativos móveis na infraestrutura de TI existente.

A Red Hat, fornecedora de soluções open source para o mercado corporativo, acaba de lançar a Red Hat Mobile Application Platform, que incorpora a tecnologia adquirida na aquisição da FeedHenry aos produtos JBoss Middleware e ao portfólio OpenShift PaaS, conferindo novos serviços móveis. A plataforma oferece às empresas um conjunto de tecnologia para permitir que os workloads centrados em aplicativos móveis se integrem com as infraestruturas existentes de TI, reduzindo a complexidade e aumentando a agilidade em todos os ciclos de desenvolvimento e implantação de soluções móveis.

Segundo a empresa, a Red Hat Mobile Application Platform ajuda a simplificar e acelerar o desenvolvimento, integração, implementação e gerenciamento de soluções móveis, permitindo a colaboração entre as equipes de desenvolvimento, tais como os desenvolvedores de aplicações front-end, de integração back-end e as equipes de DevOps. A Red Hat também está disponibizando uma oferta para desenvolvedores em seu ambiente aberto de criação de nuvem pública e hospedagem, o OpenShift Online. O suporte completo para a Red Hat Mobile Application Platform em ambientes de produção por meio do OpenShift Enterprise está programado para ocorrer no próximo ano.

A nova plataforma fornece ainda recursos móveis que incluem segurança, conexões reutilizáveis para sistemas back-end e desenvolvimento ágil/colaborativo de aplicativos. “A Red Hat Mobile Application Platform oferece recursos móveis vitais e uma integração gerenciável e segura com sistemas enterprise fornecidos por um único provedor confiável e premiado de middleware de soluções em nuvem e móveis de nível corporativo”, diz Cathal McGloin, Vice-Presidente da área de Plataformas Móveis da Red Hat.

Ao estender aplicações complexas aos dispositivos móveis, a Red Hat acredita que um conjunto de ricos serviços de middleware proporcionará os fatores que definirão a próxima geração de capacidades de PaaS. Ao levar a sua Plataforma de Aplicativos Móveis para o OpenShift, a Red Hat pretende se posicionar para isso, avançando mais ainda a visão dos serviços Red Hat xPaaS.

A Red Hat também anunciou planos para ajudar a estabelecer um projeto a montante em open source que se chamará FeedHenry e focará no desenvolvimento de tecnologias móveis open source de ponta, incluindo a tecnologia de plataformas para aplicativos móveis FeedHenry transformada em software open source pela Red Hat. A comunidade está programada para ser lançada no ano que vem.

Alta do ICMS pode fechar 85 mil estabelecimentos e desempregar 450 mil pessoas em SP

O aumento de 18% para 25% do ICMS sobre cerveja proposto pelo governo estadual de São Paulo é a maior alta da história do Estado e irá agravar o alarmante cenário que o setor de bares e restaurantes enfrenta no momento. Diante da crise econômica atual, um em cada quatro estabelecimentos já fecha o mês com prejuízo, de acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). “Esse aumento de impostos pode resultar na demissão de 450 mil pessoas. Não temos mais como absorver tanto imposto e aumento de custos”, declara Paulo Solmucci, presidente nacional da Abrasel.

A associação prevê que a alta do imposto pode ocasionar o fechamento de 85 mil estabelecimentos no Estado de São Paulo. O setor de bares e restaurantes emprega 1,8 milhão de pessoas no Estado e a venda de bebidas representa até dois terços do faturamento desses estabelecimentos. Com o aumento da alíquota do ICMS da cerveja, o preço final ao consumidor deve subir, afugentando ainda mais os clientes. A lógica é simples: diante da elevação de impostos, o preço dos produtos também cresce, as vendas caem, o varejo vende menos e, consequentemente, cai a margem de lucro, aumenta o prejuízo e sobe o número de demissões.

“Estimamos que para cada 1% de aumento no preço, teremos uma redução de 1,5% no volume de venda de cerveja”, afirma Solmucci. Ou seja, a arrecadação não será a esperada pelo governo, pois deverá haver uma retração de cerca de 30% no volume. “É impressionante como não se percebe que o aumento de imposto vai acelerar o fechamento de estabelecimentos e levar milhares de chefes de famílias para o desemprego. O que é ainda mais grave em um momento de crise como o atual, quando o governo deveria pensar em como manter postos de trabalho”, completa Solmucci.

“O aumento do ICMS em São Paulo vai sufocar ainda mais os empreendedores do nosso setor. Muitos dos donos de bares acreditam que fechar as portas é só uma questão de tempo. E, infelizmente, se esse aumento for aprovado, isso acontecerá muito em breve”, lamenta Percival Maricato, presidente da Abrasel São Paulo.

Hoje, o Estado de São Paulo possui mais de 350 mil bares e restaurantes. “Apesar de toda essa representatividade socioeconômica, nosso setor parece invisível aos olhos do poder público. Se esse aumento de ICMS for aprovado, a conta será paga com desemprego e fechamento de pequenos e médios negócios”, enfatiza Solmucci.